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Síndrome do Intestino Irritável Pós-Infecção
A gastroenterite infecciosa aguda é um forte fator de risco para o desenvolvimento da síndrome do intestino irritável (SII), um distúrbio gastrointestinal crônico. Dentro de 1 ano após uma infecção gastrointestinal aguda, há um aumento de 4 vezes no risco de desenvolvimento de síndrome do intestino irritável em comparação com indivíduos não expostos. O risco diminui após 1 ano da infecção, mas permanece significativamente elevado, exceto na enterite viral. Aproximadamente 90% dos casos de Síndrome do Intestino Irritável pós-infecção (SII-PI) são mistos ou com predominância de diarreia. Os principais mecanismos fisiopatológicos na SII-PI incluem disbiose microbiana, disfunção da barreira/mucosa, desregulação imunológica e hipersensibilidade neuronal.
Síndrome do Intestino Irritável Pós-Infecção – Tipo de patógeno
O risco da síndrome do intestino irritável – PI varia de acordo com o tipo de patógeno e das interações específicas entre hospedeiro e patógeno. Os protozoários apresentam a maior prevalência, seguidos pelos bacterianos e, por último, pelos virais.
Síndrome do Intestino Irritável Pós-Infecção – Tratamento
Embora algumas estratégias de tratamento tenham sido testadas especificamente na Síndrome do Intestino Irritável pós-infecção (SII-PI), como, por exemplo, a glutamina, as recomendações atuais para o tratamento da SII-PI são baseadas na Síndrome do Intestino Irritável em geral (medicamentos, dieta, terapia e estilo de vida).
A síndrome do intestino irritável não tem cura, sendo uma condição crônica. No entanto, ela é tratável e gerenciável, permitindo que a maioria dos pacientes viva sem sintomas por longos períodos. O tratamento foca no controle das crises via dieta, estilo de vida e medicamentos.
Síndrome do Intestino Irritável Pós-Infecção – Prevenção
Muitas doenças causadas por parasitas, vírus e bactérias podem ser evitadas com cuidados de higiene. Seguem algumas medidas importantes de prevenção:
Beber somente água tratada e filtrada;
Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, após tossir, espirrar, assoar o nariz, ou usar o banheiro;
Proteger os alimentos de insetos e roedores;
Lave bem frutas, verduras e legumes;
Higienize os alimentos que serão consumidos crus e com cascas (folhosos e frutas consumidas com cascas);
Para higienizar verduras com hipoclorito, deixe de molho por 10 a 15 minutos em uma solução de 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (2 a 2,5%) ou água sanitária (sem perfume/alvejante) para cada 1 litro de água, e enxágue bem;
Sempre verifique as datas de validade dos seus produtos alimentícios. Armazene os alimentos mais antigos na frente ou por cima, para que sejam consumidos antes dos mais novos;
Não consuma alimentos com caruncho, mofos;
Observe bem a higiene de restaurantes e lanchonetes;
Evite alimentos vendidos na rua que não estejam devidamente aquecidos ou refrigerados;
Após o preparo da refeição, manter os alimentos quentes bem quentes (acima de 60ºC) e os frios bem frios (abaixo de 5ºC);
Não deixe alimentos preparados por muito tempo na geladeira ou no congelador, confira o tempo de armazenamento para cada tipo de alimento (acesse);
Contaminação cruzada: não use a mesma tábua ou faca para carne crua e depois para alimentos prontos (como saladas) sem lavá-los antes. Não lavar carnes;
Evitar o consumo de alimentos mal cozidos (principalmente carnes, ovos e pescados);
Nunca deixe carnes, aves, peixes, ovos, laticínios ou sobras de comida em temperatura ambiente por mais de 2 horas. Guarde as sobras rapidamente sob refrigeração;
Não descongelar carnes em temperatura ambiente.
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Gastroenterol Clin North Am. 2021 Apr 23;50(2):445–461. doi: 10.1016/j.gtc.2021.02.007
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© 2014. Anna Cláudia Loyola - Nutricionista.
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