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Intolerância a FODMAPs

Por que alguns alimentos causam estufamento, gases e dor?

O que são FODMAPs?

São tipos específicos de carboidratos que são lentamente absorvidos ou não digeridos e que sofrem fermentação por bactérias.
A maioria das pessoas tolera esse processo, enquanto indivíduos mais sensíveis manifestam distensão abdominal, cólicas e alterações no ritmo intestinal.

Quando a intolerância a FODMAPs é mais comum?

• Síndrome do Intestino Irritável (SII)
• Super crescimento bacteriano (SIBO)
• Endometriose
• Pessoas com maior sensibilidade

Exemplos de alimentos ricos em FODMAPs

• Alho
• Cebola
• Laticínios com maior teor de lactose
• Maçã
• Manga
• Pera
• Trigo
• Feijões
• Lentilha
• Grão de bico
• Mel
• Castanha de caju
Estão presentes em vários alimentos. Esses compostos estão naturalmente em frutas, verduras, grãos e laticínios.

Tratamento

A restrição crônica e sem critérios de FODMAPs não é recomendada, pois esses alimentos funcionam como prebióticos (alimento para as bactérias boas). O ideal é realizar um protocolo de eliminação temporária e reintrodução guiada com um nutricionista para descobrir o seu limite individual de tolerância. O uso de enzimas também pode fazer parte do tratamento, como uma ferramenta para modular a digestão e permitir maior flexibilidade alimentar.
A nutrição auxilia o paciente a controlar os sintomas, adequar os nutrientes e personalizar a dieta. O nutricionista define metas e acompanha o progresso. No entanto, a dieta sozinha não cura condições como SIBO, pois, nesse caso, o paciente precisa de medicamentos. Para a SII, o gastroenterologista pode indicar medicamentos para controlar a hipersensibilidade visceral. Na endometriose o tratamento também é integrado, nutrição, psicoterapia, fisioterapia pélvica quando indicada, medicamentos e alguns casos cirurgias. Portanto, a dieta baixa em FODMAPs atua em conjunto com o tratamento médico.
Uma equipe multiprofissional (gastroenterologista, ginecologista, psicólogo e nutricionista) garante um cuidado integrado e devolve a autonomia ao paciente. O nutricionista conduz a dieta de forma individualizada, com metas, etapas e condutas para adequação de nutrientes, melhorar o processo digestivo, sintomas e função intestinal.

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    © 2014. Anna Cláudia Loyola - Nutricionista.

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